
Todos os anos, os golpes digitais evoluem, exigindo atenção constante dos consumidores para não cair em novas armadilhas. Em períodos de maior apelo comercial, como a Black Friday e o Natal, esse risco se intensifica, tanto para quem compra quanto para as marcas, que têm seus nomes e reputações usados indevidamente em ações fraudulentas.
Uma nova pesquisa da Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente digital, ouviu brasileiros de todos os estados do país para identificar quais marcas mais tiveram seus nomes utilizados em golpes online no último bimestre de 2025, período que concentrou as principais datas comerciais do varejo. No topo do ranking está a Shopee, seguida por TikTok, Mercado Livre, Magazine Luiza e Amazon.
O levantamento também chama atenção para marcas globais altamente desejadas, como Nike e Apple, que figuram entre as mais exploradas por golpistas no ambiente digital. Entre e-commerces, marketplaces, redes sociais e grandes marcas desejadas pelo público, os entrevistados apontaram aquelas que mais apareceram associadas a tentativas de fraude.

Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpe
As tentativas de fraude chegam aos consumidores por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos. Ainda assim, as redes sociais seguem como o principal meio de abordagem: 51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook. Na sequência, aparecem os perfis falsos, também criados dentro dessas redes (32%).
Entre os principais sinais de alerta percebidos pelos consumidores, destacam-se anúncios com preços muito abaixo do mercado, mencionados por 78% dos entrevistados, além daqueles com identidade visual duvidosa (57%) e perfis com poucos seguidores ou comentários desativados (40%).

Setores mais impactados pelos golpes digitais
Embora os golpes atinjam diretamente os consumidores, as marcas também acumulam prejuízos relevantes. Além da quebra de confiança e do impacto na reputação, compras realizadas por meio de fraudes representam perdas financeiras e danos à credibilidade das empresas.
Segundo dados internos da Branddi, o varejo foi o setor mais afetado no período analisado, concentrando 40% dos ataques, seguido pelo segmento financeiro (21%) e pelo setor de tecnologia (10%).

Como se proteger dos golpes online?
Para os consumidores, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de cair em fraudes digitais. Segundo Diego Daminelli, CEO da Branddi, o primeiro passo é sempre buscar canais oficiais antes de realizar uma compra.
“Indicamos que os consumidores priorizem sites oficiais, com domínios confiáveis, especialmente os terminados em .com.br. Verificar a URL é fundamental, já que os golpistas costumam utilizar variações mínimas, como .shop, -oficial ou br-oficial, para confundir o usuário”, explica.
“Outra recomendação importante é nunca finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter a desconfiança diante de preços excessivamente baixos, mesmo em períodos como a Black Friday, conhecidos por grandes promoções”.
“Por fim, é essencial utilizar ferramentas de verificação da legitimidade dos sites antes de concluir uma compra. Soluções como a da Branddi (https://fraudeounao.branddi.com/) ajudam a validar a idoneidade de e-commerces, especialmente quando se trata de marcas novas ou pouco conhecidas”, completa Daminelli.
Já para as marcas, a proteção digital deve ser encarada como uma estratégia contínua: “Monitorar o uso indevido da marca, agir rapidamente contra fraudes e manter uma comunicação clara com o consumidor são ações indispensáveis para preservar a reputação e a confiança no ambiente digital”, finaliza Daminelli.
Metodologia
- Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.
- Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
- Data de coleta: realizada no dia 12 de janeiro de 2026.
A pesquisa também utilizou dados internos da Branddi para revelar os setores mais impactados no período. Para esse trecho, foi considerado as informações próprias da marca a partir da carteira de clientes atendidos.
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