
Os assistentes de IA estão redesenhando o topo do funil de vendas, e talvez a sua marca já esteja perdendo espaço sem perceber.
No modelo tradicional, o topo do funil era dominado por conteúdo otimizado para busca e por anúncios que capturavam cliques. Agora, o filtro inicial pode ser um algoritmo conversacional que decide quais marcas entram na resposta final.
Estamos falando de sistemas como o Alexa+, a nova geração da assistente da Amazon; o Gemini, desenvolvido pelo Google; e o ChatGPT, criado pela OpenAI.
A seguir, você vai entender quem realmente controla a descoberta nesse novo cenário, e o que sua marca precisa fazer para não ficar fora da conversa.
Como a descoberta de marcas saiu da busca e entrou na conversa com IA?
Embora pesquisas sobre interfaces conversacionais existam há anos, essa mudança ganhou escala a partir de novembro de 2022, com o lançamento público do ChatGPT, marco considerado por analistas como o início da fase moderna da IA generativa.
O sistema alcançou 1 milhão de usuários em poucos dias, e foram necessários apenas dois meses para alcançar os primeiros 100 milhões. O ChatGPT se tornou a tecnologia com adoção mais rápida da história digital, superando Instagram, Spotify, Facebook, Twitter e Netflix.

Gráfico comparando o tempo que diferentes tecnologias levaram para atingir 1 milhão e 100 milhões de usuários.
Estudos recentes mostram que cerca de 50% dos consumidores já usam experiências de busca baseadas em IA, e a expectativa é que a maior parte das interações de descoberta inclua respostas geradas por inteligência artificial até o fim da década.
Esse movimento se consolidou entre 2024 e 2025, quando buscadores tradicionais como o Google passaram a incorporar respostas geradas por IA nos resultados.
O que muda quando assistentes de IA passam a controlar a visibilidade das marcas?
Os assistentes de IA alimentados por LLMs assumiram o papel de interface principal entre usuário e internet.
Algumas das maiores mudanças que esse novo modelo traz para as marcas:
A visibilidade deixa de ser apenas rankeamento em SERP
Durante anos, SEO significava aparecer entre os primeiros resultados da página de busca. Com assistentes de IA, essa lógica muda porque a resposta pode ser entregue sem que o usuário veja os links tradicionais.
As respostas geradas por IA eliminam a necessidade de clique e, por consequência, reduzem drasticamente a dependência do ranking clássico.
A marca passa a disputar espaço dentro da resposta da IA
Se antes a competição era por posições, agora é por citações dentro da resposta. Assistentes escolhem quais marcas mencionar ao construir uma explicação. A mudança exigem estratégias de GEO (Generative Engine Optimization), conjunto de mecanismos capazes de tornar algo mais visível em ferramentas de IA.
Fontes não oficiais podem ser citados antes da marca
Sistemas de IA tendem a priorizar conteúdos de terceiros e mídias independentes ao gerar respostas, muitas vezes antes de conteúdos oficiais das próprias marcas. Isso acontece porque os modelos buscam sinais de autoridade distribuídos pela web.
Na prática, reviews, marketplaces, comparadores e conteúdos gerados por usuários podem definir a narrativa sobre a marca antes que ela própria apareça na resposta.
A jornada fica mais curta
A busca conversacional reduz etapas da jornada porque o usuário pode pesquisar, comparar e decidir dentro de uma única interação. Porém, essa simplificação vem acompanhada de perda de controle para as marcas. A decisão passa a ser mediada por critérios invisíveis definidos pelo sistema de IA.
Qual o risco de não preparar a marca para decisões mediadas por IA?
O maior risco de não preparar a marca para decisões mediadas por IA é tornar-se invisível justamente no momento em que o consumidor decide.
A própria natureza probabilística e variável dos sistemas de IA significa que a mesma pergunta pode gerar diferentes respostas em momentos distintos, com marcas aparecendo de maneira inconsistente ou não aparecendo de todo.
Essa volatilidade torna muito mais difícil medir e justificar investimentos em visibilidade, já que não há métricas tradicionais, como posição de ranking, que reflitam fielmente como a marca é percebida pelos modelos de IA.
Gostou das reflexões? A principal mudança é esta: quanto mais os assistentes de IA passam a intermediar respostas, maior é o risco de as marcas perderem controle sobre como são descobertas, comparadas e recomendadas.
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